sábado, 10 de janeiro de 2009

Aracno Folia


Ontem fui ao Boteco Belmonte na esquina da Bolívar com a Domingos Ferreira com o Ivo e a Cris. Não queria beber, pois além de cansado, estou com uma ameaça de gripe, o que me fez optar pela Coca Light (na verdade Pepsi), que não precisa ser tão gelada quanto uma tulipa de chopp. Mas me acabei de comer os petiscos, uma perdição para mim.


O atendimento foi razoavelmente rápido para os padrões do estabelecimento, e conseguimos uma mesa na varanda, próxima ao caixa. O Ivo começou a se queixar de que havia formigas caindo em cima dele. Eu e a Cris rimos. Depois ele se queixou de novo. Achamos engraçado de novo, mas começamos a dar algum crédito. A gente estava embaixo de onde deveria ser uma saída do ar condicionado (com ou sem hífen, meu Deus?) Que passamos a observar, dada a insistência do guri em não parar de falar que as formigas estavam caindo em sua cabeça.


Ele estava enganado. Não tinha nenhuma formiga, inseto aliás que se é mesmo tão trabalhador como dizem, deveria estar dormindo, ao invés de estar passeando em cima dele. Quando olhei para o Ivo, lá estava ela, uma aranha média, marrom andando placidamente em sua cabeleira negra.


Cautelosamente peguei um vidro de pimenta Tabasco que estava sobre a mesa (coloquei a tampa por precaução, se eu fizesse algum estrago, o mal humor gerado pela queda coletiva de insetos passaria diretamente para a minha conta) e afastei o bicho que caiu na mesa. Claro que mesmo liberto da aranha, ele reclamou ainda do vidro de pimenta, num gesto de gratidão nos moldes muito peculiares dele. A aranha sumiu e reapareceu instantes depois perto de mim, que tratei de jogá-la no chão com um pedaço de guardanapo. Por causa do mimetismo causado pela cor do piso, não foi possível esmagá-la com o pé, fato que se tornou favorável quando passou o gerente para quem reclamamos das companhias indesejadas. Com incredulidade ele mencionou algo sobre fazerem uma limpeza no dia seguinte (Deve ter pensado que iríamos usar o incidente para não pagar a conta. Não o culpo, pois conheço gente exatamente assim...). Dominando minha repulsa peguei o guardanapo e vimos que ela ainda estava lá, ele então (ainda não achando a reclamação pertinente) sugeriu que mudássemos de mesa, o que aceitamos. Seguiria-se uma espera longa, com direito a novas quedas dos aracnídeos suicidas, quando lá, no ombro do gerente, alheia à situação, uma aranha idêntica à que eu tinha jogado no chão, caminhava ameaçadoramente para seu pescoço. Certo, estou dramatizando, mas foi mais ou menos isso sim. Eu avisei o rapaz, que à princípio não acreditou mas olhando para seu ombro mal conseguiu disfarçar o susto e numa fração de segundos fez um arremedo de dança tribal australiana para se livrar do bichinho.


Menos de dois minutos depois estávamos em outra mesa.


Hoje o tempo nublou. Dois dias de sol intenso que observei da janela do ônibus até chegar ao trabalho. E agora que eu estou fora do ônibus, pronto para uma verdadeira orgia de raios UV, o danadinho do astro-rei (agora coloquei o hífen, meio que de sacanagem mesmo) resolveu retocar a maquiagem.


Ou os monarcas são mesmo muito temperamentais, ou então verdade o velho clichê que alegria de pobre dura pouco...


Hoje tem a estréia de "Tom e Vinícius" no João Caetano. Vou até lá prestigiar e levar meu aplauso à minha querida e talentosa amiga Marilice Cosenza.


Por enquanto é só.


PS - Hoje não tem set list. Em inglês não preciso me preocupar com o hífen, já escrevo tudo errado mesmo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Festa da Firma






Como havia escrito antes, eu e alguns colegas preparamos uma surpresinha na festa de final de ano da empresa. Uma brincadeira, um vídeo dizendo o que cada um teria feito depois que saísse do programa... Pilhéria pura mas deu medo de que algumas pessoas pudessem se ofender. Acho que não. Espero que não aliás.

Basta dizer que o meu destino (escolhido por mim mesmo) seria me tornar um alcoólatra que vende poesias nas calçadas da Lapa de madrugada. Deprimente. Mas eu tinha que pegar pesado comigo antes se quizesse brincar com os outros.

Lama...

Bebi todas e falei muita bobagem. Mordi a bunda de um amigo meu. Em determinadas ocasiões a amnésia alcoólica é uma benção. E a memória dos amigos uma maldição.

Não lembro das besteiras faladas, e nem da tal dentada, mas amigos caridosos me lembraram. Nestas horas paciência ou uma boa morte. Como estou escrevendo isso,vê-se que optei pela primeira.

"Todos dizem que eu falo demais, e que ando bebendo demais"...

Já disse que estou em rehab... mas hoje quando eu cheguei na minha mesa, vi que meu diretor (que está mudando de programa) deixou uma garrafa de cachaça para mim. Ele ganhou várias ao longo dos anos, e se desfez de todas hoje. Fiquei achando que era alguma (in)direta, mas vi que ele tinha deixado uma para cada membro da equipe.
Aliviado, agradeci o mimo.

Estou adorando "Maysa - Quando fala o coração". É uma das coisas mais legais que já vi na TV nos últimos tempos. Parabéns a todos envolvidos, está maravilhoso. E estou lendo o livro de Lira Neto "Maysa - Só numa multidão de amores", o qual foi consultado para a elaboração do texto da minissérie. Veja a série, leia o livro e acima de tudo... Ouça!!!


Anything Goes - Cole Porter (Cast of the movie)


É tão lindo - Balão Mágico e Roberto Carlos


OAM´s Blues - Aaron Goldberg


Despertar - Aisha Duo

Vaia - A primeira a gente nunca esquece


Este é o primeiro post do ano. Deveria ser o sétimo. Algumas pessoas lêem meu blog e isso me deixa feliz. Beijos para vocês, Carina, Daniela, Raphael e Bárbara. E para a Renata (Only Renata): adorei saber que você lê também. Beijão!


Feito o social, vamos aos fatos. Sim, caros leitores, fui ao show da Madonna. Falei um monte, pode parecer que era despeito e desespero, mas na hora "H" apareceu um ingresso (comprado, diga-se, ainda que não tão caro) e eu fui. Fui e vi. Posso dizer que eu gostei de ter ido, mas não tenho certeza se eu gostei realmente do show. Medo de ser apedrejado por dizer isso, mas é verdade. Que ela não é uma das melhores vozes cantantes por aí eu já sabia. Mas doeu um pouco ver o tanto de músicas que ela dubla. Ok, ela é uma performer, uma maga do entretenimento, tem sim a platéia na mão. Mas é questão de gosto. Sei que nas coreografias acrobáticas que ela faz não é possível sustentar a voz, por isso o recurso da dublagem. Entendo, mas não gosto. Simples assim.


A melhor parte do show para mim foi antes de ela entrar no palco. Estava eu com alguns amigos que eu havia encontrado por acaso por lá, e resolve-se então que devemos ir para o meio da pista. Isso no Morumbi lotado equivale a um rafting. Pois bem, embrenhados no bosque humano, procuramos um caminho e fomos.


Em dado momento, umas garotas irritadas pelas quatro pessoas que passaram por elas, na hora em que eu fui passar, não quiseram deixar. Segue o diálogo mais ou menos como foi :


Estressada 1 - Ei, chega! Aqui não passa mais ninguém!


André - Mas estou com eles...


Estressada 2 - Foda-se. Por aqui ninguém mais passa!


André - Peraí! Cadê os números das cadeiras? Não sabia que estava na numerada...

(sou um cínico filho da puta)


Estressada - Não tem essa! A gente está aqui há um tempão, não vai ficar passando não...


André - Calma aê... Isto aqui é um show, e você está na pista... não tem como impedir as pessoas de passarem.

(e fui andando, como um aríete)


Estressada 2 - Chegasse mais cedo!!


André - Comprasse numerada. Ou vip.


Bichinha Estressada com Barba Leão Lobo Que Se Meteu No Papo - Muita folga!!! (puxando a vaia) Uhhhhhhhhhhhhh


Estressada 1 / Estressada 2 / Bichinha Estressada com Barba Leão Lobo Que Se Meteu No Papo / Curiosos / Simpatizantes - Uhhhhhhhhhhhhh!!!!


André (agradecendo teatralmente) - Obrigado, obrigado!!!!


E passei pelas amarguradas baixinhas, na frente das quais acabei ficando, sem dor nem culpa.


Fiquei até o final do show orgulhoso pela vaias. Tive a absoluta certeza de que eu não sou medíocre. Pessoas medíocres não ganham vaias ou aplausos. Sempre que eu me sentir mal daqui pra frente vou lembrar que assim como Caetano Veloso, eu já fui vaiado. E num show da Madonna. Já fui aplaudido também mas isso é outra história.


Saindo do show fui andando até o hospital São Luiz onde estava o carro (impossível estacionar lá perto), meia hora de caminhada, pois nenhum táxi parava, e de lá rumeir para a Bela Paulista, assim como metade do Estádio do Morumbi... Imagine como fomos atendidos... Enfim... Pode parecer que foi uma roubada, mas não. Uma tremenda aventura, valeu a pena.




4 minutes - Madonna featuring Justin Timberlake

Like a Virgin - Madonna

21st Century Life - Sam Sparro

Hot Mess - Sam Sparro

Rush Rush - Paula Abdul

I´ll be there for you - The Rembrandts

I like Chopin - Gazebo

Take my heart - Kool and the Gang

Disco lies - Moby

The Rumour - Olivia Newton-John (Dj Speed Bass Disco Remix 2007 2008) Hardcore Hadhouse)

Tied Up - Olivia Newton-John (Remix)

Every breath you take - The Police

Dancing Queen - Abba
Superfantástico - Balão Mágico

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Palavras apenas


Não tenho pressa. Tiro cada véu como se fosse o único e descortino o Universo como se não houvesse lei... Enxugo as lágrimas de prazer e sorvo o veneno lentamente esperando... esperando. Esperar não cansa. Esperar vem de esperança.


Mais uma noite esperando algo que não vem, que não sei se tem. Dentro de mim corre o desejo de encontrar comigo, que não vejo e nada vejo além de perigo. Medo de quê? Vá entender.


* * * *


Amanhã eu estou de folga. Dormir até tarde, e depois dar um jeito no que precisa ser ajeitado. Preciso comprar uma camiseta. Ah, e tem a festa de final de ano do programa. A última com o nosso atual diretor. Tô meio melancólico. Não sei se só por conta das mudanças, tem esse lance de final de ano, essas paradas todas... ah dá um negócio...


Mas de qualquer forma já está batendo aí a hora das simpatias. Comprei a indefectível cueca amarela, vou comer lentilha e prometer caminhar mais e beber menos. Como todo ano.


Também se eu caminhar menos eu paro. E se eu beber mais...


Por falar em beber, desde mínha última petê na Lapa, estou um monge... Deus do céu, sensação horrível, de chegar no fundo do poço...


Bom, por hoje é isso que eu estou caindo de sono.


Marisa Monte e Ed Motta "Ainda Lembro"
Suzy Quatro "If you can´t give me love"
Falco "Rock me Amadeus"
Luís Melodia "Gostava tanto de você"
Susanna Hoffs "Eternal Flame"
White Lion "Wait"
Sam Sparro "Black and Gold"
Roberto Carlos "Se eu partir"
Jason Donovan "Sealed with a kiss"
Orquestra Imperial "Artista é o caralho"

domingo, 14 de dezembro de 2008

Madonna, Susana, domingo e saudade...



Primeiramente vou tocar num assunto que ficou na minha cabeça. A respeito de minha última postagem, quero deixar claro que eu gosto da Madonna, pode parecer dor de cotovelo de quem não vai ao show. De maneira nenhuma. Acho muito legal, bacana mesmo, essa euforia de quem vai, investimento alto, meses de espera, enfim. Mas pelo fato de nesses últimos dias só se falar nisso, pinta um bode, e a gente se sente na obrigação de falar mesmo algo a respeito. Mas ainda acho que ela não é a maior artista do mundo. Para falar a verdade acho que este ranking seria um ranking burro, afinal, como determinar quem é o maior? Mas enfim...




Mudando agora. Susana Vieira. Deve estar arrependida até o último fio de megahair da (também mega) exposição a que se submeteu quando casou com o então PM. Como querer agora nesta altura do campeonato ser preservada de tudo isso o que está acontecendo? Sua vida está sendo devassada, todo mundo dando pitaco, capa de tudo o que é revista e jornal. Fico compadecido, mas esse é o efeito colateral de um remédio que ela mesmo quis tomar. Na hora de dizer que casou com um homem 30 anos mais jovem, que tem 60 anos mas coloca muita de 20 no chinelo, que é poderosa, ela convocou toda a imprensa, também estampou sorridente todas as revistas e jornais a que teve direito. Como diz o ditado, quem procura...




Não quero dizer com isso que acho que ela mereça estar passando por tudo isso. Ao contrário, sempre a admirei enquanto artista, confesso, enquanto mulher também. E ninguém merece isso. Pagar por ter amado, por ter acreditado, por ter perdoado... Cada um sabe de si. Pelo menos não li uma única linha dizendo que ela reclamou do assédio da imprensa, ela está enfrentando dignamente a situação. Espero que ela daqui pra frente entenda a importância de procurar se proteger, a mídia é uma faca perigosamente afiada, que possui dois gumes. É como vendermos a alma ao diabo. A fatura final não tem graça nenhuma.




Opinião registrada, assunto encerrado.




Fim de ano. Vontade de comprar uma máquina fotográfica digital ou uma impressora multifuncional, na verdade as duas. Acho que vou optar pela máquina fotográfica. Sem impressora bem ou mal ainda dá para se virar um tanto...




Adoro fotografar, essa é que é a verdade... Ainda vou ser bom nisso. Vi na semana passada uma linda matéria na Trip sobre as fotografias tiradas pelo pai da jornalista Ana Maria Bahiana ao longo de sua vida. Inspirador... Admiro demais as pessoas que não têm preguiça de fazer algo que gostam, e que exige dedicação constante, geralmente sem retorno algum. Acredito que a preguiça seja o meu pior defeito. Hora de consertar.




Esta semana eu fiz uma coisa que eu não estou muito certo se foi a coisa certa. Talvez toque neste assunto depois, mas por enquanto não posso... Uma brincadeira que pode dar errado... Falarei disso futuramente...




Bom, um domingo nublado é um dia que poderia ser facilmente chamado de "Dia da Saudade". Tenho umas recordações de quando eu era criança, e minha mãe dava um curso de artesanato viajando pelo interior de São Paulo, e eventualmente a outros estados também. Eu ficava às vezes 15 dias sem vê-la, e durante a semana dormia na casa de minha irmã mais velha, que é minha madrinha. Minhas outras irmãs trabalhavam ou estudavam, ou os dois, e eu não tinha com quem ficar em casa, para onde voltava aos finais de semana. Dormir na casa de minha irmã era algo que eu gostava sempre, mas ficar tanto tempo longe da minha própria casa, me dava uma sensação de abandono insuportável... Eu sofria mesmo, geralmente calado. Estar num lugar onde nada é seu é particularmente aterrador quando se tem 5 ou 6 anos...




Então aos finais de semana, geralmente eu voltava para minha casa, meus brinquedos, minhas irmãs, minha TV... Mas sabia que era por pouco tempo e isso me torturava. Tinha umas primas, jovens adultas como minhas irmãs, que quase sempre dormiam em casa nos finais de semana. Era um clima de festa a minha casa. No final da tarde de sábado, quando elas se aprontavam para sair à noite, era muito agitado... Eu ficava sempre num canto observando, e tentava depois ficar acordado para quando elas voltassem, claro que eu nunca consegui. Muita recordação...




No domingo, sabia que teria que ir embora... que no dia seguinte iria para a escola, e deixaria meu mundinho de novo... ficava deitado em minha cama, lembro dos dias chuvosos... no rádio Elvis Presley, Beatles e Roberto Carlos, de um programa cafonésimo que minhas irmãs ouviam chamado "Clube dos Reis" (a saber, do rock, do iê-iê-iê e Roberto que não sei ao certo rei de quê, se da música romântica, da Jovem Guarda, enfim). Uma rádio AM, cujo som deixava tudo ainda com mais cara de antigo. E eu deitado, quase sempre triste, calado... Minha infância foi feliz, tenho saudade, mas eu era meio melancólico, acho que é da natureza da gente. Tinha e tenho até hoje uma imensa saudade sem saber ao certo de que...
Fim de ano é tempo de resgates e reflexões. Bom domingo nublado



Alphaville "Forever Young"
Sandra "Maria Magdalena"
Ben Harper "Waiting On An Angel"
Christopher Cross & Alessi Brothers "Forever"
Colbie "Midnight Bottle"
Colin Hay "Against the Tide"
Eagles "Hotel California"
Falco "Der Komissar"
Falco & Brigitte Nielsen "Body Next To Body"
Hoodoo Gurus "Come Anytime"

sábado, 13 de dezembro de 2008

Desculpa a demora...


Novo post, já era tempo. Não posso ficar tanto tempo sem postar, tinha prometido.

Onde parei? Hotel Lancaster.

Gostei da peça e dos atores. Um pouco curta, mas acho que disse o que tinha a dizer, mais seria derrapar. Recomendo.

Show da Madonna. Não vou. Estou na contramão (para variar). Putz, eu estou com um déficit de cinema, de TV, de teatro (um pouco menos), jornais, revistas... estou sem antena nenhuma. Praticamente uma cápsula do tempo. "Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal". Porque tudo me interessa, mas tenho pressa, muita pressa. Ah, preguiça também, é verdade, mas não podia deixar de citar a música.

Estou escrevendo como se muita gente estivesse lendo mas sei que não. Então posso escrever impropérios, todos os pensamentos censurados (melhor seria dizer censuráveis). Posso. Mas não vou, porque "nada do que posso me alucina tanto quanto o que eu não fiz".

Mas voltando a falar da Madonna. Um amigo me disse que ela é a maior artista do mundo. É? Olha sinceramente gosto da Madonna, ok, mas detesto estas verdades absolutas, e tenho profunda preguiça do termo "imperdível". Podia dizer que é só pelo preço do ingresso que eu não vou (não estaria mentindo absolutamente) mas eu tenho preguiça mesmo. E como disse, profunda. Mas aos que vão, bom show, divirtam-se por mim. Se eu ganhar um ingresso até o último show, eu vou. Mas não gastaria essa grana. Se dentre os milhares de leitores deste blog houver alguém que faça questão absoluta que eu vá, é bom me dar o ingresso e não o dinheiro. Porque senão eu compro minha impressora e vejo o show pela TV mesmo. Evoé.

E por falar em TV, "A Favorita" segue, imperdível. (Ué, eu não tinha preguiça deste termo? Mas aqui ele é aplicado no entusiasmo e não na conotação "nossa, você não vê?" que vem acompanhada daquela expressão padrão de pena e desprezo). Segue uma trama bem urdida, com 99 por cento das atuações excelentes, a cena da morte do Gonçalo é antológica. Macabra.

Bom, sem muita inspiração me despeço.

Tá difícil a concentração hoje.


"Sândalo de Dândi" - Metrô

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um dia comum


Não deu para assistir " Hotel Lancaster ". Os ingressos estavam esgotados para hoje e amanhã. Mas eu consegui através da Cris, ingressos para amanhã, bem um dia que não sei se vou poder. Bom mas depois tem festa para ir. Morro da Urca, fui uma vez, muito bom. Se eu puder, vou aos dois eventos, se não puder... paciência.


O corpo tá reclamando. Hoje foram doze horas no trabalho, fora os trajetos de ir e vir. Fui ao mercado, entrei e, apesar do horário, tava uma fila demônia. Olhei desanimado... Quer saber, vou pra casa. Quero dormir, ver se chego cedo e adianto o meu lado, os prazos estão terminando e cada dia eu tenho uma novidade para atrasar o andamento do meu trabalho. Melhor não me estender.


Estava caminhando da minha tentativa frustrada de abastecimento básico, e pensei "trinta e quatro anos, o dobro de dezessete". Aliás, em menos de dois meses serão trinta e cinco. O que significa que quem nasceu quando eu estava quase prestando o vestibular, já está quase prestando o vestibular. Me preparei para ficar chocado e não fiquei. Hoje em dia muitos adolescentes têm metade da minha idade. Daqui a um pouco mais de um ano, muitos adultos terão metade da minha idade. Uma garota que estudou comigo tem uma filha adulta, o que tecnicamente significa que ela pode ser avó.


Eu sou tio-avô. "Ganhei esta caneta do meu tio-avô". A cena é um velhinho bonachão entregando uma lembrancinha a uma criança que preferia muito mais ganhar um carrinho.


Bom, ultimamente não presenteei ninguém, nem com caneta nem com carrinho.


Preciso ligar para minha família, meus afilhados. Quando vejo já está tarde.


Mas estou curtindo esta fase workaholic.


Esta semana um amigo meu está aqui com um grupo de estrangeiros. Mal consegui falar com ele. Uma amiga minha hoje me ligou só para dizer que não liga pelo fato de eu não ligar para ela.

Se eu não ando ligando nem para mim...


Tá chato isso hoje né? A impressão é que já fui mais criativo e interessante. Explico. Minha intenção hoje é escrever um dia da minha vida, como se fosse um diário. Nada demais, um dia comum.


Um dia comum em meio a tanta coisa incomum no mundo em que a gente vive. E no meu mundo particular. Ultimamente sou um asteróide sem rota definida. Nem música estou escutando agora para se ter uma idéia.


Mas é isso. Por hoje, findos os trabalhos. It´s been a hard day´s night.


Carpe noitem.